segunda-feira, 15 de julho de 2013

Victor Jara - Músico Chileno


     O artista chileno foi uma das maiores referências em música de resistência às ditaduras na América Latina. Teve uma morte trágica e emblemática no Estádio Nacional do Chile poucos meses após a tomada de governo pelos militares, sob a batuta de Pinochet.


     Victor Lidio Jara Matinez, professor, diretor de teatro, poeta, cantor, compositor, músico e ativista político chileno. Nascido numa família de camponeses na San Ignacio uma comunidade próxima da cidade de Santiago do Chile em 28 de setembro de 1932, Victor Jara se tornou um reconhecido diretor de teatro, dedicando-se ao desenvolvimento da arte no país, dirigindo uma vasta gama de obras locais, assim como clássicos da cena mundial. Simultaneamente, desenvolveu uma carreira no campo da música, desempenhando um papel central entre os artistas neo-folclóricos que estabeleceram o movimento da Nueva Canción Chilena, que gerou uma revolução na música popular de ser país durante o governo de Salvador Allende. 
     Após o golpe do general Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973, Victor Jara foi feito prisioneiro no Estádio Nacional em Santiago do Chile, onde foi brutalmente torturado e assassinado em 16 de setembro de 1973. 

           


MANIFIESTO
Victor Jara

Yo no canto por cantar
ni poe tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.

Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.

Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.


Fundação Victor Jara:






A Privatição da Saúde Publica no Brasil em Tempos de Capital e Feitiche.

Por Rafael Teixeira do Nascimento.


No contexto atual, na contemporaneidade, no que tange o trato da questão social é de suma importância inserir o debate do Terceiro Setor, visto que esse fenômeno é pertinente ao processo de reestruturação do capital, especificamente no conjunto de reformas do Estado.  Sabemos que a reforma do estado na década de 90 se concretizou com a falácia desculpa de que tal reforma seria necessário para reformular e melhorar a Política Social no pais, sabemos que essa foi apenas uma argumentação de roupagem para se consolidar a reforma, visto que tal reforma se concretizou para consolidar os interesses políticos e econômicos do estado o qual é alavanca de desenvolvimento do neoliberalismo no pais.
O processo de reestruturação do estado trouxe consigo uma nova roupagem, modalidade, no que tange ao trato da questão social. As políticas sociais universais, constitutivas de direitos após a década de 90 com o advento do neoliberalismo no pais passaram a ser acusadas pelos neoliberais,  para estes  essas eram propicias a esvaziarem os fundos públicos. 
A política neoliberal se consolida no Brasil em 1990, ou seja dois anos mais tarde, após a promulgação da Constituição Federal de 1988 na qual passou a ser garantida a Seguridade Social, a qual é constituída pela Previdência, saúde e Assistência. A Seguridade  social foi garantida na constituição no entanto  com a consolidação do neoliberalismo no pais a seguridade social, em seu tripé,  para os neoliberais, passou a ser a principal fonte de ameaça para o desenvolvimento do  neoliberalismo.
No contexto atual, cenário de crise do capital, a Seguridade Social tem sido fortemente atingida, visto que essa fica em segundo plano mediante aos interesses do estado, que em tempo de crise não esta preocupado em garantir os direitos sociais dos cidadãos, esta preocupado em não declinar o desenvolvimento econômico do pais, não referimos aqui o desenvolvimento econômico pensado no bem comum, da sociedade, nos referimos ao desenvolvimento que se concentrara nas mãos de poucos. Nesse contexto de lutas da classe trabalhadora mediante ao projeto  societário atual é que a política social vem sofrendo os reflexos de tal reforma concretizada na década de 90.
 A política nacional de saúde nos últimos anos tem sofrido severamente os reflexos do neoliberalismo, frente a esses contextos de luta mediante ao neoliberalismo é que pretendemos fazer uma breve analise sobre a privatização do sistema publico de saúde,  daremos destaque aos acontecimentos que vem ocorrendo no estado de São Paulo no que tange a privatização do sistema de saúde publica.
Partimos do pressuposto de que com o advento do neoliberalismo o estado tem estreitado os laços com a sociedade civil, mediante a isso é que atualmente tem ocorrido a descentralização da Política Social.
Infelizmente a privatização do Sistema  Publico de Saúde esta se tornando uma realidade constante em nosso meio, com isso, além dos usuários deste serviço os profissionais de saúde também   estão sendo prejudicados, mediante a sua intervenção profissional, aqui daremos enfoque aos Assistentes Sociais, categoria profissional da qual em breve irei pertencer. 
A Assembléia Legislativa do Estado de são Paulo esta cogitando a privatização do sistema publico de saúde estadual, profissionais da área de saúde e movimentos sociais tem lutado para que isso não se concretize. Se a referida lei for aprovada perante a aprovação do governador de Estado José Serra, a privatização dos Espaços Públicos de Saúde  no referido estado ira permitir a atuação de Organizações Sociais ( OSs ) em todos os hospitais públicos paulistas.
Sabemos que essa atitude em querer privatizar os espaços públicos de saúde não é pelo fato de o Estado estar preocupado com a qualidade de saúde pública no referido  Estado, o interesse do Estado é de se esquivar no que compete sua responsabilidade enquanto poder máximo o qual tem por obrigação garantir o acesso do cidadão ao atendimento humano e vital no que diz respeito suas demandas em relação sa saúde, atendimento hospitalar, no entanto o Estado tem descentralizado essa responsabilidade para seguimentos da sociedade civil.
O Terceiro Setor se consolidou em nosso pais e tem exercido um papel importante de parceria com o estado, nessas parcerias ambos os seguimentos são beneficiados enquanto a população é prejudicada nos diversos problemas sociais  postos a luz do ideário neoliberal.
O SUS quando elaborado tinha princípios  de democratizar a saúde publica, visava garantir a universalidade, a  integralidade e equidade no acesso aos serviços de saúde publico,  no entanto a política de saúde mediante ao ideário neoliberal foi descentralizada. 
As ações de descentralização e precarização da saúde tiveram inicio no governo FHC que sem medir esforços  afundou a política social brasileira. Por Sua vez o então ex Presidente  Luiz Inácio Lula da Silva  deu continuidade as ações iniciadas durante o Governo FHC.
Com a privatização dos hospitais na cidade de São Paulo a garantia de acesso ao atendimento médico se tornara ainda mais precário e de difícil acesso, com a privatização haverá um sucateamento ainda maior dos hospitais, visto que o governo passara a destinar menos verba a esses hospitais, isto pelo fato de o estado estar preocupado em otimizar custos e não garantir a qualidade de atendimento a população.
Ao  buscar parcerias com seguimentos da sociedade civil o estado tem por interesse desarticular o desenvolvimento da Política de saúde por parte dos seus órgãos competentes, portanto ao aprovar a privatização do Sistema de Saúde Publica o estado estará  desviando suas responsabilidades para seguimentos da sociedade civil. A saúde no Brasil se tornou mercadoria, hoje para ter acesso a um atendimento um pouco melhor o cidadão tem que pagar um plano de saúde, ou uma consulta particular. O que deveria ser direito garantido do cidadão se tornou mercadoria .
Ainda frente a esse processo de privatização dos hospitais, não podemos deixar de mencionar  a questão da falta de autonomia por parte dos profissionais de saúde em exercer sua pratica profissional, visto que o sistema de contratação desses profissionais será via CLT, portanto tudo indica que esses profissionais passaram por certas coerções para manter-se em seu posto de trabalho.
Infelizmente em tempos de capital e fetiche, o bem maior do cidadão, a saúde,  tem se tornado mercadoria e quem não tem condições de pagar para ter acesso a ela muitas vezes acaba pagando um preço alto, a perda da vida, infelizmente  o que deveria ser garantido pelo estado não é.


sábado, 13 de julho de 2013

Análise do Filme Preciosa



Clairece Preciosa Jones é uma adolescente de 16 anos que mora no Harlem.   Preciosa cresceu em uma família desestruturada, desde criança foi vitima de muitos tipos de violência, começando com o abuso sexual desde os 3 anos pelo pai e com o passar do tempo a exploração sexual e com trabalhos domésticos também pela sua mãe..
Na escola ela era vitima de bullyng dos colegas de classe o que fazia com que Preciosa não se relacionasse com ninguém e nem participasse das atividades da turma, fica evidenciado ai a falta de preparo da escola em lidar com uma questão que vai além da atenção dada dentro de sala de aula, pois antes de ser questionada sobre o seu segundo filho, Preciosa nunca havia recebido nenhum tipo de assistência ou orientação por parte da escola. Por conseqüência de sua gravidez ela foi expulsa da escola “normal” e encaminhada para uma que pudesse atender suas particularidades, aqui mostra também uma alternativa curiosa, pois no lugar de integrar a política usada pela escola é segregar os diferentes e não se adequar a suas necessidades.
Preciosa por ser vitima de violência doméstica gerou um filho com síndrome de donw e apresenta um perfil introspectivo e defensivo além de entrar em transe sempre que chega a uma situação limite em sua vida, ela utiliza isso como uma fuga. Uma das poucas pessoas que conversa e obrigada é a assistente social que quando a questiona sobre seu filho diz que foi dado pelo seu pai, é a primeira vez que ela deixa transparecer que sofreu abusos, o que mostra a importância da entrevista além da sutileza nas respostas dos usuários.
Por sofrer pressão de sua mãe para continuar recebendo o beneficio do estado, Preciosa é obrigada a mentir para a Assitente social. Na visita domiciliar fica evidente a crítica pela dependência da usuária com a assistência. Por o dinheiro ser a única forma de auxilio e pelo único interesse da mãe em ver a filha na escola é a renda sem se importar com a qualidade ou qualquer tipo de educação. Essa situação podemos trazer para uma realidade bem próxima da vivida hoje em dia no país com a política do bolsa família.

Ao começar a trilhar um caminho de independência e na busca de sua felicidade a jovem é surpreendida mais uma vez ao descobrir que é portadora do vírus HIV. O que nos faz ver como sua realidade é cruel, pois saiu de casa e tem que cuidar de uma filha com síndrome de Donw, do recém nascido além de arrumar um emprego, considero essa parte além de todo o filme um tapa na cara da sociedade.
Já no final quando a protagonista se encontra com sua mãe fica evidenciada a dependência afetiva que sofria sua mãe e a falha do sistema como um todo pois na escola seu comportamento nunca foi “questionado” nem quando teve seu primeiro filho ainda muito nova, outra questão para se levantar é atendimento feito pela assistência social, feitos em baias juntos com muito outros, barulho e sem privacidade alguma.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

As Manifestações e o Discurso da Mídia

Foto: Rosana Rose

Por Bruno Roncada

Junho de 2013 marcou um novo capítulo na história brasileira. O povo se reuniu, voltou as ruas e protestou como há muito tempo não se via. Não foi um movimento inédito, como alguns dizem. Foi sim a retomada de uma tradição no Brasil. Os manifestos se misturaram com a trajetória do país. Enganam-se aqueles que dizem que o povo brasileiro é acomodado. Como disse brilhantemente em um de seus posts o jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, a história de luta do povo brasileiro foi subestimada. Basta abrir um livro de história para tomarmos conhecimento de marcantes revoltas que aconteceram no país, desde seus tempos como colônia. Tivemos a Conjuração Baiana, a Mineira, a Revolta Armada, da Vacina, só para ficar em alguns exemplos. Portanto, por mais que se diga que o povo brasileiro não tomava as ruas desde o impeacheament do então presidente Collor, há duas décadas, pensar que as lutas populares não constroem a história desse país é ignorar nosso passado.

Foto: Rosana Rose
De início, o motivo que levou as pessoas às ruas foi o aumento da tarifa de ônibus em muitas cidades brasileiras. Nesse momento, aqueles que marcham foram covardemente reprimidos pela ação policial e pela caneta da grande mídia. Taxados de radicais e extremistas, eram vistos como causadores do pânico. Tratavam-se de baderneiros que atrapalhavam o trânsito e que não permitiam a livre circulação dos verdadeiros cidadãos pelas ruas das cidades. 
Esse movimento de caráter popular era uma ameaça aso grandes conglomerados da mídia. Um movimento contestador que questiona a estrutura conservadora vigente na sociedade não seria visto com bons olhos. A estratégia? Os protestos passaram a ser considerados legítimos, desde que realizados de maneira pacífica. Seu caráter popular, que prima pela diversidade foi, ignorado. Não se pode controlar uma multidão. Sempre tem os mais exaltados, assim como tem os mais tranquilos. Houve uma estigmatização, então, daqueles classificados como vândalos. As principais notícias trazidas pela grande mídia seguiam, com raríssimas exceções, o mesmo roteiro... "o protesto era pacífico até X horas, até que um pequeno grupo, de vândalos começou a destruir o patrimônio." As manifestações passaram a ser mais divulgadas e ganharam notoriedade. 
Foto: Rosana Rose
Os protestos foram mudando de cara com a chegada de mais manifestantes. Resultado direto da grande ação dos grandes veículos de comunicação. As pautas das reivindicações começaram a   mudar. Surgiram   reivindicações contra os sistemas públicos de educação e saúde, contra PEC 37, contra o projeto de "cura gay" e contra a corrupção no país. Se pensarmos bem, todas são causas justas.
O fato é que a cobertura dos protestos por parte da grande mídia foi muito criticada. Justamente, diga-se de passagem. Com isso, algumas pessoas (obviamente, não os poderosos meios de comunicação) trazem de volta a discussão sobre a tão necessária democratização da imprensa, como destaca um artigo de Bruno Marinoni, no Observatório do Direito à Comunicação. Uma mídia mais plural é muito importante para o Brasil. 
Foto: Rosana Rose
A diversidade de discursos beneficia a sociedade, que não deve ficar presa a uma ideologia dominante. Democracia não se faz segundo as regras de um pequeno e poderoso grupo. É um processo coletivo, em que uma única voz não deve sufocar as outras. Principalmente quando essas outras vêm do povo. 
Foto: Rosana Rose

Foto: Rosana Rose





sábado, 22 de junho de 2013

Estatuto do nascituro é retrocesso de direitos


   O Estatuto do Nascituro ainda é apenas projeto de lei, mas causa polêmica em todo o País principalmente pela forma como trata mulheres vítima de violência sexua. Conforme o texto, de autoria dos ex-deputados Luiz Bassuma (PT - BA) e Miguel Martini (PHS - MG) e aprovado no início deste mês na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, se a mulher engravidar após o estupro, não poderá interromper a gestação.
    O projeto prevê ainda o pagamento de benefício, chamado por contrários a proposta de "bolsa estupro". Conforme o artigo 13, inciso 2, o feto tem "direito a pensão alimentícia equivalente a um salário-mínimo até que complete 18 anos". Em parágrafo único, o projeto detalha a responsabilidade pelo pagamento. "Se for identificado o genitor, será ele responsável pela pensão alimentícia a que se refere no inciso 2 deste artigo; se não for identificado (...), a obrigação recairá sobre o Estado".
   Para a assessora de Políticas para as Mulheres de Santo André, Silmara Conchão, o estatuto tira a responsabilidade criminal do estuprador e a transfere para a mulher, que não pode mais optar se quer ou não carregar o fruto da violência, e ainda é obrigada a criar vínculos com o agressor. "O direito ao aborto nos casos de estupro é uma conquista obtida na década de 1940. Se o projeto for aprovado, será retrocesso".
    Silmara diz que a aprovação do estatuto pode aumentar a mortalidade de mulheres por abortos ilegais, já que as vítimas de estupro não poderão fazer o procedimento na rede pública de saúde. "O brasil é cobrado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e ONU ( Organização das Nações Unidas) para que produza estatísticas sobre mortes em abortos clandestinos. Hoje estima-se que essa seja a segunda causa de mortalidade materna em algumas cidades".
    Para a secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania de São Bernardo, Márcia Barral, outro ponto preocupante é a criminalização das discussões sobre o aborto, prevista no artigo 28, com pena de detenção de seis meses a um ano e multa. "Não sou a favor do aborto, mas se trata de algo que não podemos negar. O Estado não pode permitir que as mulheres pobres continuem sendo punidas pela falta de uma rede que as atenda. As ricas pagam para abortar em clínicas particulares com todos os cuidados. As pobres sangram até a morte". O projeto também prevê a proibição do aborto em casos de deficiências, mesmo que não haja sobrevida fora do útero, e ainda impede congelamento de embriões, comum em casos de inseminação artificial (leia mais abaixo).


Manifestação 

    Para protestar contra o avanço do estatuto, manifestantes se reuniram na tarde do dia 15 de junho na Praça da Sé, região central da capital. O protesto foi organizado pelo Facebook. O local foi escolhido por ser ícone religioso da cidade, já que os organizadores veem a bancada religiosa no Congresso formada por católicos e evangélicos, como entrave para discutir a legalização do aborto no País. para ser aprovado, o estatuto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, seguir para o plenário, passar pelo Senado e ser sancionado pela Presidente Dilma Rousseff (PT).

Envio de crianças para adoção após o nascimento é questionado

    Outro ponto polêmico do artigo 13 do Estatuto do Nascituro é o inciso 3, que garante "direito prioritário à adoção, caso a mãe (vítima de estupro) não queira assumir a criança após o nascimento". A presidente do CRESS-SP (Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo), Eloísa Gabriel, lembra que é preciso levar   em consideração as dificuldades para o processo de adoção e a superlotação dos abrigos de menores. "Há pessoas que completam 18 anos sem a menor possibilidade de ganhar um lar ".
      Eloísa acredita que o projeto não deve virar lei. "A população está consciente e as discussões sobre o aborto no País estão avançando. "Vivemos numa democracia. Se a mulher vítima de violência sexual decidir ter o filho por questões religiosas é um direito dela, mas o Estado, que é laico, não pode impor o mesmo tratamento para toda a sociedade. Deve ser uma questão individual de cada mulher, que precisa do amparo da rede de Saúde e Assistência Social".

Camila Galvez 
Do Diário do Grande ABC









quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sob presidência de Feliciano, Comissão aprova projeto da "Cura Gay"

Ed Ferreira/AE 
     BRASÍLIA - A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo pastor Marco Feliciano (PSC - SP), aprovou nesta terça-feira, 18, a proposta que suspende trecho da resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que proibiu profissionais da área de colaborar com eventos e serviços que ofereçam tratamento e cura de homossexualidade, além de vedar manifestação que reforcem preconceitos sociais em relação aos homossexuais. Apelidado de "Cura Gay", o projeto seguirá ainda para duas comissões antes de ir a plenário. 
     A bancada evangélica tenta aprovar a proposta já há dois meses. Na sessão de terça-feira, Feliciano cortou em alguns momentos a palavra do deputado Simplício Araújo (PPS-MA), o único titular da comissão a se posicionar de maneira contrária, para evitar que novamente a sessão se alongasse e o início da ordem do dia  no plenário impedisse a aprovação.
     Ex-coordenador da bancada evangélica, o deputado João Campos (PSDB-GO) é o autor do projeto. Ele argumenta que o Conselho extrapolou suas atribuições restringindo a atuação de profissionais. " O Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar, diz Tucano".
     O relator, Anderson Ferreira (PR-PE), que também é pastor, destacou em seu voto que a resolução proíbe ainda os psicólogos de fazerem manifestações públicas sobre o tema. Para ele, isso seria um cerceamento á "liberdade de pensamento e de manifestação" dos profissionais. Na visão do relator, o projeto defende o livre exercício da profissão de psicólogo. "Seu texto constitui uma defesa de liberdade de exercício da profissão e mesmo da liberdade individual de escolher um profissional para atender a questão que dizem respeito apenas á sua própria vida, sem prejudicar outrem".
     Araújo afirmou que a bancada evangélica mobilizou-se para a aprovação por motivos eleitorais e que a proposta não deve sobreviver á Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) porque não caberia ao Congresso revogar atos de órgãos de classe. "Hoje temos projetos, que como esse aqui, me envergonham de estar dentro dessa casa.Estamos perdendo tempo com uma discussão que vai estar vencida. O que se quer aqui é uma ponte para ganhar voto" disse Araújo. "Não existe tratamento par ao que não é doença. A doença que temos de combater é a cara de pau de alguns políticos", complementou.
     A Comissão de Direitos Humanos aprovou ainda um requerimento para promover um debate sobre "a erotização das nossas crianças através de imagens, de músicas nos meios de comunicações, cartilhas educativas e demais exposições".

Eduardo Bresciani - O Estado de S. Paulo







domingo, 16 de junho de 2013

Manifestação Contra o Aumento das Passagens.

13/06/2013   



Foto: Daniel Carvalho

 A manifestação “Passe Livre” contra o aumento das passagens está ocorrendo nas grandes capitais brasileiras e está dividindo a própria população. Uns dizem ser contra devido o confronto com a polícia, as depredações que ocorrem, mas temos que nos conscientizarmos de que não podemos simplesmente ficar quietos e deixarmos que o Governo nos empurre esses aumentos, nós temos o direito de nos manifestarmos contra esses abusos, essas medidas que só atendem ao capital, porque as passagens aumentam, no entanto os transportes públicos continuam precários.
    Os jornalistas fazem questão de frisar que os protestos são por causa de um aumento de 0,20 centavos, chego até sentir um ar de ironia; mas para o povo esses centavos fazem diferença e, pior não tem retorno e, para os empresários também faz diferença porque são mais 0,20 centavos pagos por milhões de usuários por dia. O que acontece é que, quando ocorrem aqueles atos de violência, o movimento acaba perdendo a simpatia das pessoas, dividindo opiniões, mas porque então chega a esse ponto? 
    Um estudante em entrevista ao RJ-TV, disse que eles não têm a intenção de ir para o confronto, mas a policia tenta reprimir a passeata e eles acabam batendo de frente, mas não são todos. Ele ainda ressaltou que não são contra a polícia, o culpado disso é o Governo que não abre as portas para uma negociação e, que então eles vão prosseguir com o ato.
    O governador Sérgio Cabral, em entrevista, disse que essa manifestação tem caráter politico e, que não é espontâneo da população. Ora, é claro que tem cunho político, por parte dos trabalhadores, que estão lutando por seus direitos e, como não é espontânea, se é a população que vai pagar a passagem mais cara e utilizar esses transportes sem qualidade.         Já em São Paulo, o governador diz que não irá reduzir a passagem, porque ela já está abaixo da inflação. Este quadro, esta tendo repercussão na imprensa internacional. Um jornal da Espanha diz que a intensidade das manifestações surpreende, porque o Brasil é pouco acostumado a protestar nas ruas. Outros jornais dizem que esses protestos acontecem num momento sensível do Rio de Janeiro, chamando a atenção para os grandes- eventos que ocorrerão. Os manifestantes que são estudantes, trabalhadores, dizem que vão continuar com os protestos mesmo com o inicio da Copa das Confederações, e o Governo, vai reagir com mais repressão, ou vai negociar?
    Então, a pergunta é: quem vai ceder?